Ensino Superior

STJ restabelece sanções a cursos de medicina com nota baixa no Enamed

ResumoO Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu as sanções do Ministério da Educação (MEC) contra 107 cursos de medicina com baixo desempenho no Enamed 2025. A decisão suspende vagas do Fies e Prouni, mantendo a medida cautelar que limita o acesso a financiamento e bolsas. A ação visa garantir a qualidade do ensino médico no Brasil.

O STJ restabeleceu medidas cautelares do MEC contra 107 cursos de medicina com baixo desempenho no Enamed 2025, suspendendo vagas do Fies e Prouni.

Mariana Lessa
por Mariana LessaRepórter de políticas educacionais · 25 de agosto de 2026
2 min de leitura
STJ restabelece sanções a cursos de medicina com nota baixa no Enamed

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu, nesta quarta-feira (19), a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e restabeleceu as medidas cautelares impostas pelo Ministério da Educação (MEC) a 107 instituições de ensino superior com baixo desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025. A medida atinge cursos de medicina em todo o país.

Entre as sanções previstas estão a suspensão da oferta de vagas vinculadas ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e ao Programa Universidade para Todos (Prouni), a suspensão de novos processos seletivos e vestibulares, e a redução do número de vagas autorizadas. Segundo o MEC, as medidas cautelares e as ações de supervisão têm como objetivo promover a melhoria da qualidade dos cursos de medicina e assegurar à população a excelência da formação dos futuros médicos.

O MEC divulgou comunicado afirmando que seguirá defendendo uma abordagem que valorize a formação de qualidade e a responsabilidade das instituições de ensino. Em nota à imprensa, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) informou que sua assessoria jurídica está analisando o teor da decisão e avaliará as medidas cabíveis.

O que é o Enamed

Criado pelo MEC, o Enamed será aplicado obrigatoriamente a cada seis meses pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina. O exame tem duas funções principais: avaliar a formação médica no país e servir como critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no Exame Nacional de Residências (Enare).

Em junho deste ano, o Inep anunciou que o Enamed passa a valer como instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes e da qualidade dos cursos de graduação. A regra está prevista na Medida Provisória nº 1370/2026, que institui a nova política integrada para a formação em medicina. Com isso, os formados só poderão se inscrever no Conselho Regional de Medicina (CRM) se tiverem rendimento suficiente no exame, já que o registro é obrigatório para o exercício legal da profissão.

O Enamed também substituirá integralmente a primeira fase (teórica) do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida). Quem não obtiver avaliação satisfatória poderá refazê-lo nas edições seguintes, realizadas a cada seis meses.

A decisão do STJ ocorre em meio à discussão sobre como equilibrar a fiscalização da qualidade com a autonomia das instituições privadas. Enquanto o MEC defende a supervisão como indutora de melhorias, a ABMES acompanha o caso e avalia os próximos passos jurídicos. impacto do Enamed na formação médica

Mariana Lessa

Mariana Lessa

Repórter de políticas educacionais

Repórter de políticas educacionais.

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